FERREIRA GULLAR
O AZUL DOS OLHOS
DO MEU GATO
É UM BARATO
ÀS VEZES ELE ME LEMBRA
O AZUL DO MAR
QUE VEM SUBINDO SUBINDO...
E AMEAÇA DERRAMAR
CONFORME A HORA E A LUZ
SÃO DIFERENTES AZUIS:
UMA HORA É AZUL-TURQUESA,
OUTRA HORA É AZUL-MARINHO;
UMA HORA É AZUL-BELEZA,
OUTRA HORA E AZUL-GATINHO
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O POTE MÁGICO

VICTOR SEBASTIAN
Num certo dia um tal mago bem bem velho abriu uma escola para ensinar a pessoas aprendizes a serem magos nobres e verdadeiros.Ele teve nove alunos Pedro, Henrique, Marcos, Vinicius, Roberto, Leandro, Pablo e Sergio. Ele achava que o melhor de todos era Roberto.
Mas um tal de Ricardo que quis ser o melhor e ficava se achando, entrou na Academia. O velho mago viu que estava morrendo então deu uma tarefa para os 10 alunos : ele disse que quem achasse um pote mágico primeiro iria ter os poderes dele.
Então Ricardo e Roberto foram os que mais se dedicaram para achar o pote,isso o mago sabia porque eles eram os dois filhos dele ,no final Roberto achou o pote mágico mas quem achasse o pote mágico iria descobrir que eles dois eram irmãos .
A FONTE DA JUVENTUDE
SOPHIA SILVA DE ALMEIDA
Há muitos anos atrás,existia uma linda e inteligente jovem que vivia no bosque da sabedoria,ela era apaixonada pelas belas artes,pela natureza,pelos filósofos e principalmente pelo mundo.
Neste bosque, só vivia ela e seus animais, porem de vez em quando uma bruxa cruel vinha roubar um pouco da juventude da garota,mas como ela era muito esperta sabia onde existia no fundo de uma caverna que se localizava numa clareira,uma fonte de onde jorrava água da juventude.
A bruxa começou a estranhar, pois apesar dela roubar a juventude da moça, ela sempre estava jovem. Por isso ela resolveu se esconder e seguir a moça após a visita.
Pensando que a malvada já tinha ido embora, a jovem seguiu para a clareira, planejando se banhar naquelas águas milagrosas.Ao entrar na caverna a jovem viu quem estava a segui-la, mas não pode evitar, pois a praga já estava lá.

Com ódio a bruxa lançou um feitiço na jovem "tu me trais-te, tu pagarás, na fonte da juventude tu sucumbirás".Logo após a jovem caiu como que morta e uma vóz grossa ecoou pela caverna dizendo:
_"O mal por sí só se destrói,e em você há tanto que te corrói! há de pagar pela vida que tirou,com sua juventude pagará pelo que errou!".
Como que por magia a bruxa virou pó e a água da juventude banhou o rosto da jovem que acordou e muito feliz agradeceu dizendo "A vida é um presente, a juventude é uma dádiva, a beleza é um sonho e a sabedoria é um dom! tudo o que você faz volta para você e o ódio não atinge inocentes".
Por essas palavras a jovem foi coroada deusa da sabedoria pelos animais e pelos humanos, e a ela foi concedida a juventude e a vida eternas.
Como já lhe tinha sido concedida a juventude eterna ela resolveu tornar a fonte um local onde deveriam se banhar as crianças recém nascidas para que fossem belas e inteligentes por toda a vida.
Mas alguns séculos depois um deus da vida, muito invejoso, mandou que demolissem a fonte só para causar desgraça ao povo do bosque da sabedoria, mas a deusa muito sábia resolveu fazer um trato com ele:
_“Não haverá guerra e nem discórdia se houver paz, sabedoria e vida devem andar lado a lado, nossos povos devem se unir e criar um novo povo que trará muito ao mundo”
O deus da vida aceitou, e, dessa união nasceu a humanidade que até hoje é um povo próspero, porém nada pacifico que domina o mundo...
Postado por Diacui Pataxó às 09:05 0 comentários
Marcadores: filosofia, Infância, LITERATURA INFANTO-JUVENIL, SABEDORIA, SOPHIA SILVA DE ALMEIDA, VIDA
Há muitos anos atrás,existia uma linda e inteligente jovem que vivia no bosque da sabedoria,ela era apaixonada pelas belas artes,pela natureza,pelos filósofos e principalmente pelo mundo.
Neste bosque, só vivia ela e seus animais, porem de vez em quando uma bruxa cruel vinha roubar um pouco da juventude da garota,mas como ela era muito esperta sabia onde existia no fundo de uma caverna que se localizava numa clareira,uma fonte de onde jorrava água da juventude.
A bruxa começou a estranhar, pois apesar dela roubar a juventude da moça, ela sempre estava jovem. Por isso ela resolveu se esconder e seguir a moça após a visita.
Pensando que a malvada já tinha ido embora, a jovem seguiu para a clareira, planejando se banhar naquelas águas milagrosas.Ao entrar na caverna a jovem viu quem estava a segui-la, mas não pode evitar, pois a praga já estava lá.

Com ódio a bruxa lançou um feitiço na jovem "tu me trais-te, tu pagarás, na fonte da juventude tu sucumbirás".Logo após a jovem caiu como que morta e uma vóz grossa ecoou pela caverna dizendo:
_"O mal por sí só se destrói,e em você há tanto que te corrói! há de pagar pela vida que tirou,com sua juventude pagará pelo que errou!".
Como que por magia a bruxa virou pó e a água da juventude banhou o rosto da jovem que acordou e muito feliz agradeceu dizendo "A vida é um presente, a juventude é uma dádiva, a beleza é um sonho e a sabedoria é um dom! tudo o que você faz volta para você e o ódio não atinge inocentes".
Por essas palavras a jovem foi coroada deusa da sabedoria pelos animais e pelos humanos, e a ela foi concedida a juventude e a vida eternas.
Como já lhe tinha sido concedida a juventude eterna ela resolveu tornar a fonte um local onde deveriam se banhar as crianças recém nascidas para que fossem belas e inteligentes por toda a vida.
Mas alguns séculos depois um deus da vida, muito invejoso, mandou que demolissem a fonte só para causar desgraça ao povo do bosque da sabedoria, mas a deusa muito sábia resolveu fazer um trato com ele:
_“Não haverá guerra e nem discórdia se houver paz, sabedoria e vida devem andar lado a lado, nossos povos devem se unir e criar um novo povo que trará muito ao mundo”
O deus da vida aceitou, e, dessa união nasceu a humanidade que até hoje é um povo próspero, porém nada pacifico que domina o mundo...
Postado por Diacui Pataxó às 09:05 0 comentários
Marcadores: filosofia, Infância, LITERATURA INFANTO-JUVENIL, SABEDORIA, SOPHIA SILVA DE ALMEIDA, VIDA
O QUE OS OLHOS NÃO VEEM
da grande escritora RUTH ROCHA
Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.
Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.
Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.
O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.
E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.
De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.
E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.
Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...
Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.
E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não vêem,
nosso coração não sente.
E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.
Cada pessoa do povo
foi chegando á convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!
Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.
E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.
E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não vêem
nosso coração não sente...
Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
- Vamos olhar na muralha.
- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!
E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geléia,
daquela grande assembléia,
como eu nunca imaginei!
E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.
O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.
E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!
Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.
Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não vêem
nosso coração não sente.
Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.
Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.
Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.
O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.
E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.
De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.
E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.
Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...
Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.
E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não vêem,
nosso coração não sente.
E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.
Cada pessoa do povo
foi chegando á convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!
Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.
E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.
E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não vêem
nosso coração não sente...
Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
- Vamos olhar na muralha.
- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!
E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geléia,
daquela grande assembléia,
como eu nunca imaginei!
E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.
O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.
E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!
Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.
Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não vêem
nosso coração não sente.
OU ISTO OU AQUILO
CECÍLIA MEIRELES
Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Ou isto ou aquilo.
Cecília Meireles
Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Ou isto ou aquilo.
Cecília Meireles
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